O “mini portrait” é uma pintura de retrato em miniatura, geralmente executada em guache, aquarela ou esmalte. As miniaturas de retratos se desenvolveram a partir das técnicas das miniaturas em manuscritos iluminados e foram populares entre as elites do século XVI, principalmente na Inglaterra e na França, espalhando-se para o resto da Europa a partir da segunda metade do século XVIII, permanecendo altamente popular até o advento do daguerreótipo e da fotografia em meados do século XIX.

 

As finalidades

Os mini portraíts foram especialmente valiosos, e bastante utilizados naquela época, para a apresentação de pessoas que não se conheciam e estavam distantes umas das outras; para a apresentação de um nobre que propunha o casamento de uma filha a potenciais pretendentes, para soldados que partiam para guerras e, assim, podiam transportar miniaturas de seus entes queridos enquanto estavam distantes, e mesmo a uma esposa poder manter uma lembrança de seu marido enquanto ele estava ausente.

 

A evolução

Durante a segunda metade do século XVII, o esmalte vítreo pintado em cobre tornou-se cada vez mais popular, especialmente na França. A partir do século XVIII, as miniaturas foram pintadas com aquarela em marfim, pois assim se tornavam relativamente mais baratas. De tamanho pequeno, em média de 40 mm x 30 mm, as miniaturas de retratos eram freqüentemente usadas como adornos decorativos, em colares e broches, como enfeites de jóias, ou ornatos de caixas de tabaco, bastante utilizadas em viagens.

 

Os primeiros miniaturistas

Os primeiros miniaturistas de retratos foram pintores manuscritos famosos como o francês Jean Fouquet (? – 1481) e o belga Simon Bening (1483 – 1561), cuja filha Levina Teerlinc (1510 – 1576) pintou principalmente miniaturas de retratos e mudou-se para a Inglaterra, onde seu predecessor como artista da corte, o alemão Hans Holbein, o Jovem (1497 – 1543), pintou algumas miniaturas. Lucas Horenbout (1490 – 1544), de origem belga, foi outro grande pintor de miniaturas na corte de Henrique VIII.

A França também teve uma forte tradição de miniaturas, destacando-se François Clouet (c. 1510 – 1572) e seus seguidores como mini retratistas renomados.

 

A popularização

Ao longo do século XIX, inúmeros artistas atuaram nessa arte e a mania dos mini portraits espalhou-se pela Itália, Holanda, Suíça, Alemanha, Dinamarca e vários outros países europeus, atravessando o oceano e chegando aos Estados Unidos.

Ainda hoje existe um alto colecionismo nos países desenvolvidos por esses belos objetos de arte.

 

 

 

Dica Literária

PERFECT LIKENESS: European and American Portrait Miniatures from the Cincinnati Art Museum
Julie Aronson / Marjorie E. Wieseman
Ed. Hardcover, 2006

Este livro traz maravilhas na arte de miniaturas de retratos da coleção do Museu de Arte de Cincinato, Estados Unidos, revelando toda a riqueza de informações dentro de seus pequenos quadros. Elas contam a história e a biografia cultural de pessoas e suas paixões, dos gostos em evolução nos séculos passados em jóias, moda e artes decorativas. Ao contrário de muitos outros gêneros, as miniaturas têm uma tradição em que os amadores e profissionais operaram em paralelo e mulheres artistas floresceram como profissionais.

Este livro ricamente ilustrado apresenta aproximadamente cento e oitenta miniaturas de retratos selecionadas da maior e mais diversificada coleção desse tipo na América do Norte. O livro enfatiza a continuidade da tradição estilística em toda a Europa e América, bem como a vitalidade do formato em miniatura do retrato por mais de quatro séculos. Ao final do livro, uma detalhada, mas concisa, biografia dos artistas aparece para cada objeto.

Livro para colecionadores, apreciadores e amantes da arte do retrato.

Edição em inglês.

 

 

Antiguidades e obras de arte

José Márcio Viezzi Molfi é fundador da VM Escritório de Arte, antiquário clássico de São Paulo especializado na comercialização de obras de arte e antiguidades; pesquisa, catalogação, avaliação e gestão de acervos; consultoria em “art investment” para colecionadores e instituições públicas e privadas; realização de exposições e leilões de arte e antiguidades, e assessoria em serviços de restauração.

 

VM Escritório de Arte
José Márcio Viezzi Molfi
Rua Augusta nº 2.203, Loja 18, Galeria América, Cerqueira César, São Paulo-SP
Telefones: 55-11-3311-8578 ou 55-11-99134-4663
Atendimento de segunda-feira a sexta-feira das 9h às 18h
http://www.vmescritarteleiloes.com.br
https://www.facebook.com/marciomolfi/