Apreciada no mundo inteiro, seja pela beleza, seja pela técnica, as faianças Maiólicas, há séculos, tornaram-se itens raros de coleção mundo afora.

 

O nome Maiólica

Por princípio, Maiólica, ou Majólica, é o nome dado à faiança italiana do Renascimento, inspirada inicialmente na tradição hispano-mourisca. O termo, provavelmente advindo da ilha de Maiorca no Mar Mediterrâneo, também designa as primitivas faianças europeias executadas segundo a tradição italiana.

 

A cerâmica Maiólica

Confeccionadas na forma de diversos objetos utilitários, tais como pratos, tigelas, jarros, vasos e telhas, ou decorativos, como esculturas e relevos de tamanhos, formas e pesos bastante variados, as Maiólicas eram cerâmicas porosas e coloridas, de revestimento transparente ou opaco, adornado com reflexos metálicos. A opacidade decorria da presença do estanho no revestimento do esmalte utilizado na decoração das peças. Após a pintura, elas eram envoltas em um verniz à base de chumbo, capaz de suportar altas temperaturas, e cozidas em forno.

 

O início da produção

A produção de Maiólicas iniciou-se durante a Idade Média em diversos lugares da Itália. Os exemplares mais antigos provém da Sicília, mas logo desenvolveram-se diversos centros de produção, destacando-se Faenza, Montelupo, Siena, Orvieto e Roma. No século XV, Florença tornou-se o principal centro produtor, aliando os avanços técnicos do Renascimento a uma renovação estética do modelado e da decoração.

Faenza, por sua vez, introduziu os temas historiados nas faianças, que atingem seu apogeu no século XVI, nos ateliês de Urbino. Destacaram-se, ainda, centros produtores como Caffaggiolo, Casteldurante, Deruta e Gubbio, e artistas como Giorgio Andreoli (c. 1470 – 1555) e Francesco Xanto Avelli (1486 – 1542), como grandes mestres nesta arte.

 

A Faiança Maiólica e o passar do tempo

O interesse e a produção das Maiólicas decresceu a partir do século XVII, embora algumas fábricas de Veneza e Castelli tenham assegurado a continuidade da técnica. Por isso, na segunda metade do século XVIII começou a haver uma revivescência dessas peças que passaram a ser usadas como itens de decoração. Na segunda metade do século XIX, e durante todo o século XX, com a sua raridade, elas passaram a ser objetos de coleção bastante procurados. Assim sendo, grandes coleções se formaram, sendo uma das maiores a da conhecida família Barilla, na Suíça. Esta coleção acabou sendo disponibilizada à venda anos atrás com o falecimento do famoso casal colecionador, atingindo cifras consideráveis no mercado. Uma prova viva de que nunca essas peças estiveram tão em alta no mercado de antiguidades internacional.

 

 

Dica Literária

ITALIAN MAIOLICA AND EUROPE
Thimothy Wilson
Ed. Ashmolean Museum, 2017

Um livro dedicado a uma coleção única de Maiolica italiana, classificada como uma das maiores do mundo. Este livro é o ponto culminante de quase trinta anos de trabalho em cuidar, estudar e desenvolver as coleções do museu Ashmolean por Timothy Wilson, conhecido como especialista no estudo da cerâmica europeia do Renascimento. As coleções do Ashmolean têm suas origens na coleção do CDE Fortnum (1820 – 1899), mas foram desenvolvidas ainda mais no último quarto do século XX, tornando-se uma das maiores coleções de cerâmica renascentista do mundo, incluindo em seu catálogo, além de peças italianas, objetos também da França, Países Baixos, Inglaterra, Espanha, Portugal, Alemanha e México.

Edição em inglês.

 

 

Antiguidades e obras de arte

José Márcio Viezzi Molfi é fundador da VM Escritório de Arte, antiquário clássico de São Paulo especializado na comercialização de obras de arte e antiguidades; pesquisa, catalogação, avaliação e gestão de acervos; consultoria em “art investment” para colecionadores e instituições públicas e privadas; realização de exposições e leilões de arte e antiguidades, e assessoria em serviços de restauração.

 

 

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