Okimono é um termo japonês que significa, literalmente, “ornamento para exibição”, podendo ser um objeto de arte ou um objeto meramente decorativo. Tipicamente, os Okimonos eram exibidos em uma alcova conhecida como tokonoma, que é um espaço reservado em uma sala de recepção de estilo japonês onde os itens para apreciação artística são exibidos, ou em um altar de butsudan, que é um santuário comumente encontrado em templos e casas, na cultura budista japonesa.

 

O primeiro registro de utilização

O primeiro registro que se tem da utilização do Okimono em sua função precípua é do ano de 1886 pelo cirurgião inglês William Anderson (1842 – 1900) que foi um importante colecionador e erudito da arte japonesa, tendo sido o primeiro presidente da “The Japan Society” do Reino Unido, fundada em 1891.

 

O Okimono e o Netsuke

O Okimono geralmente é uma pequena escultura nipônica semelhante a um Netsuke, só que de dimensões maiores que esta, mas também não passando de alguns centímetros. Ao contrário do Netsuke, que tinha um propósito específico ao ser uma escultura em miniatura criada com uma função prática, o Okimono era puramente decorativo e podia ser feito de madeira, marfim, cerâmica ou metal. Uma subcategoria de Okimono é o Jizai Okimono, uma figura articulada geralmente feita de bronze ou ferro.

 

As representações

Os Okimonos normalmente representavam todos os tipos de animais, bestas mitológicas, seres humanos, deuses, frutas, vegetais e objetos, às vezes combinados entre si, em todos os tipos de posições. Uma cena também podia ser retratada, seja de cunho diário, ou histórica. Assim, qualquer coisa que pudesse ser esculpida ou transformada em um objeto pequeno podia ser usada como tema em um Okimono. Alguns Okimonos foram inspirados por um grupo de objetos e deveriam ser mostrados juntos como um conjunto.

 

O período Meiji e Yamada Sōbi

Historicamente, durante o período Meiji (1868 – 1912), muitos Okimonos foram feitos para serem exportados para os países do Ocidente. Um dos artistas mais renomados nesta arte, principalmente produzindo peças de grande beleza em metal, foi Yamada Sōbi (1871-1916).

 

Estes objetos até hoje são muito apreciados e cobiçados por colecionadores de vários países do mundo.

 

 

 

Dica Literária

THE GOLDEN AGE OF JAPANESE OKIMONO
Laura Bordignon
Ed. Antiques Collectors’ Club, 2010

Um dos principais livros sobre o assunto. Bordignon é uma estudiosa especialista da arte japonesa. Aqui ela faz um estudo compreensivo da arte e da história do Okimono durante todo o período Meiji. Fartamente ilustrado, as peças reproduzidas mostram a diversidade de temas e a qualidade das esculturas, trazendo a identificação e as marcações de um grande número de artistas e mestres nesta arte. Livro indispensável para os profissionais da área de antiguidades e para os colecionadores.

Edição em inglês.

 

 

Antiguidades e obras de arte

José Márcio Viezzi Molfi é fundador da VM Escritório de Arte, antiquário clássico de São Paulo especializado na comercialização de obras de arte e antiguidades; pesquisa, catalogação, avaliação e gestão de acervos; consultoria em “art investment” para colecionadores e instituições públicas e privadas; realização de exposições e leilões de arte e antiguidades, e assessoria em serviços de restauração.

 

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