A escultura de bronze remonta à mais alta antiguidade, desde pelo menos o terceiro milênio a.C.. A técnica básica de sua confecção não mudou muito ao longo dos séculos: em linhas gerais, depois de modelar um objeto em cera, ele é coberto com uma mistura de argila e é cozido, o que esvazia a cera e depois funde o bronze. Por fim, quebra-se o molde de terracota para o objeto propriamente dito aparecer.

 

A pátina

A pátina é uma parte da confecção das peças em bronze e aparece basicamente na fase de acabamento. Para executá-la com maestria, exige-se um grande conhecimento da parte do artista, ou do fundidor. A escultura obtida após a fundição é geralmente amarelo dourado. A pátina pode ser natural quando estiver desgastada, fria ou quente, com ácidos ou óxidos. Serve para reduzir os defeitos do ferro fundido e embelezar o bronze. Deve ser fina e translúcida, para revelar as qualidades da liga.

 

As cores do bronze

Dependendo do efeito que se deseja obter, podem-se aplicar diferentes produtos para oxidar o metal. Um grande número de produtos, ácidos ou óxidos são usados, sozinhos ou em combinação. Estes produtos são diluídos em água, como, por exemplo, os ácidos nítrico, clorídrico e sulfúrico, o permanganato de potássio, os nitratos de cobre e de ferro, o sulfeto de enxofre, a soda, e os óxidos de ferro, zinco ou titânio. A utilização desses diferentes ácidos dão então cores ao bronze, variando do preto ao verde, castanho, vermelho, azul e branco.

 

O processo

Para patinar um bronze de arte o procedimento padrão começa pelo desengorduramento da peça com álcool e dexoxidação com um ácido diluído para facilitar a adesão da pátina. Em seguida, faz-se o aquecimento da escultura em fogo brando feito com um maçarico e, por fim, aplica-se o produto, ou uma mistura, se necessário, em várias camadas usando uma escova. Após essas etapas, é necessário que se espere por várias horas, ou até dias em alguns casos, a atuação dos produtos sobre o bronze quando aí se interrompe o processo de oxidação com cera ao se alcançar a cor desejada para a peça. Estas práticas são, no entanto, muito diversas e cada artista, e fundidor, desenvolve frequentemente um know-how específico para empregá-la nas obras. Alguns artistas preferem cuidar pessoalmente dessa operação de patinação enquanto outros a delegam ao fundidor das peças.

Por fim, cabe ressaltar que é o processo da pátina que vai dar todo o embelezamento estético para as esculturas e com o tempo, se foi realizada com qualidade, ficará mais bela.

 

 

 

Dica Literária

BRONZES OF THE 19th CENTURY: DICTIONARY OF SCULPTORS
Pierre Kjellberg
Ed. Schiffer, 1994

A arte do bronze floresceu na França para um grau emocionante e sem precedentes no século XIX. A escultura foi uma parte desta explosão fantástica de gênio criativo com gigantes artísticos como Rodin, Barye, d’Angers e Carpeaux. Ao mesmo tempo, os avanços tecnológicos na indústria do bronze transformaram a escultura em uma forma de arte para ser exposta em praças públicas e em ambientes, como salas de estar e vestíbulos, para uma classe média que não tinha acesso a ela. O resultado foi uma oferta abundante de bronzes franceses no século XIX – algumas reproduções comuns e algumas edições limitadas extremamente valiosas. Neste sentido, esta obra referencial traz uma grande quantidade de informações com uma catalogação completa de quase 750 artistas franceses, com biografias, listas de obras (junto com tamanho e fundição, quando conhecidos), peças de museu e vendas recentes. Também inclui uma análise geral da escultura de bronze do século XIX, as fundições que lançaram os bronzes e os métodos usados ​​para fundir os trabalhos. Mil fotografias capturam a beleza das peças e ajudam a identificar esses trabalhos e similares.

Este livro é obrigatório para profissionais do mercado de arte e antiguidades.

 

 

Antiguidades e obras de arte

José Márcio Viezzi Molfi é fundador da VM Escritório de Arte, antiquário clássico de São Paulo especializado na comercialização de obras de arte e antiguidades; pesquisa, catalogação, avaliação e gestão de acervos; consultoria em “art investment” para colecionadores e instituições públicas e privadas; realização de exposições e leilões de arte e antiguidades, e assessoria em serviços de restauração.

 

 

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