Um dos mais importantes grupos formados por artistas plásticos no século XX, o Grupo Seibi marcou a cena modernista brasileira a partir do ano de 1935, data de sua fundação, não apenas na cidade de São Paulo, onde surgiu, mas também em vários grandes centros da arte em todo o país.

 

O nome

O nome “Seibi” dado ao conjunto de artistas que o compunham, foi formado pelas iniciais de palavras que, em japonês, significam Grupo de Artistas Plásticos de São Paulo. Inicialmente, contou com a participação de Tomoo Handa (1906 – 1996), Hajime Higaki (1908 – 1998), Shigeto Tanaka (1910 – 1970), Kiyoji Tomioka (1844 – 1985), Takahashi (1908 – 1977), Yuji Tamaki (1916 – 1979), Yoshiya Takaoka (1909 – 1978) e o poeta e jornalista Kikuo Furuno. Em 1938, aderiram ao grupo Masato Aki e o escultor Iwakichi Yamamoto (1914).

 

O objetivo do Grupo Seibi

O objetivo dessa reunião de artistas era a criação de um espaço para a produção, a divulgação e principalmente a discussão e a crítica das obras produzidas. Em grande parte, os artistas que compuseram o Seibi tiveram sua formação artística inteiramente realizada no Brasil. Estudaram desenho e modelo vivo na Escola de Belas Artes de São Paulo ou frequentaram a Escola Profissional Masculina do Brás. Todos eram imigrantes japoneses e possuíam outro meio de sobrevivência, além do trabalho artístico.

Com obras que se diferenciavam da produção acadêmica – tanto pela proposta cromática quanto pela ausência de preocupação em retratar fielmente a realidade -, os artistas japoneses se dedicaram principalmente aos gêneros da paisagem, do retrato e da natureza-morta. Frequentemente realizavam viagens à praia ou saíam para pintar nos arredores dos bairros da Aclimação, Cambuci e Liberdade, na cidade de São Paulo.

Na Escola de Belas Artes, vários artistas do Seibi tomaram contato com os integrantes de outro famoso grupo de pintores à época, o conhecido Grupo Santa Helena, em especial com os artistas Mario Zanini (1907 – 1971), Francisco Rebolo (1902 – 1980), Fulvio Pennacchi (1905 – 1992) e Clóvis Graciano (1907 – 1988).

 

A primeira exposição e o ingresso de novos artistas

A primeira exposição realizada pelo Seibi ocorreu em 1938, na antiga sede do Clube Japonês. Pela pouca divulgação a mostra não teve grande repercussão. A partir de 1942, em decorrência da 2ª Guerra Mundial, as reuniões e agremiações de japoneses e alemães ficaram proibidas no país, o que acabou por dispersar os integrantes do grupo, que só voltaram a se reunir em 1947. Nessa nova fase, outros artistas passaram a participar dele, entre eles Manabu Mabe (1924 – 1997), Tikashi Fukushima (1920 – 2001), em torno de quem se articulará o Grupo Guanabara, Tomie Ohtake (1913 – 2015) e Flávio Shiró (1928), entre outros.

 

O Salão Seibi Kai e o fim do Grupo Seibi

Em 1952, foi criado o salão Seibi Kai, que se estenderá até 1970, realizando um total de quatorze mostras. Esses salões foram de grande importância para a projeção dos trabalhos realizados pelos artistas nipo-brasileiros. A partir dos anos 1970, o grupo acabou por se dissolver totalmente com cada artista seguindo o seu percurso estético individualmente. Vários deles acabaram por protagonizar a cena das artes plásticas no Brasil da segunda metade do século XX até os dias de hoje.

 

 

Dica Literária

DICIONÁRIO DAS ARTES PLÁSTICAS NO BRASIL
Roberto Pontual
Ed. Civilização Brasileira, 1969

Em 560 páginas, esta é a mais completa obra, até a data de sua edição, em que estão referidos além dos artistas, personagens ligados às artes plásticas no Brasil. Com prefácio dos mais importantes críticos da época, incluindo Mario Barata, Lourival Gomes Machado, Walter Zanini, Ferreira Gullar e Aracy Amaral, entre outros, o livro é fartamente ilustrado com obras dos artistas.

Indispensável para os estudiosos e amantes das artes plásticas brasileira.

 

Antiguidades e obras de arte

José Márcio Viezzi Molfi é fundador da VM Escritório de Arte, antiquário clássico de São Paulo especializado na comercialização de obras de arte e antiguidades; pesquisa, catalogação, avaliação e gestão de acervos; consultoria em “art investment” para colecionadores e instituições públicas e privadas; realização de exposições e leilões de arte e antiguidades, e assessoria em serviços de restauração.

 

 

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