Eduardo Molinero trabalha com diversos tipos de restaurações sendo mais conhecido pelo seu trabalho com marfim e biombos japoneses. Ele também trabalha com a restauração de arte sacra, pinturas e muitos outros materiais como bronze, madrepérola e casco de tartaruga.

 

A Família Molinero

Eduardo nasceu na Espanha e aos 10 anos veio com sua família para o Brasil. Sua mãe foi professora de escultura e cerâmica por muitos anos. Seu pai incentivava os três filhos a terem uma profissão e um ofício. Antes de se formar em química, Eduardo aprendeu dois ofícios: encadernação de livros antigos e raros, e joalheria. Ele estudou química porque gostava, mas ela acabou ajudando-o a entender processos que seriam utilizados mais tarde nas restaurações.

Em São Paulo, a família de Eduardo administrou diversos negócios como livraria, editora e lojas. Eles também fundaram a Galeria Mandala, cuja principal característica era ser um espaço aberto para artistas conhecidos e desconhecidos. Assim, Eduardo pôde presenciar exposições de pintores como Aldo Bonadei e Walter Lewy.

 

O marfim

Eduardo já trabalhava com joalheria quando concluiu a faculdade de química. Terminados os estudos, ele passou a ter mais tempo para se dedicar a um assunto que já vinha lhe chamando a atenção: as restaurações. Inicialmente, ele se dedicou ao marfim. A primeira peça restaurada foi uma espátula hindu com trabalhos de madrepérola e prata. Eduardo restaurou a ponta da peça que estava quebrada. Com o tempo, ele passou a receber mais pedidos de restauração de objetos de marfim.

 

Os biombos japoneses

Eduardo sempre viu a restauração como um trabalho que o levava a fazer mais coisas. Foi na década de 1990 que ele restaurou um biombo japonês pela primeira vez. Eduardo aceitou o trabalho pois o cliente não encontrava uma pessoa que fizesse esse tipo de restauração. Desde então, ele restaurou biombos de madeira e papel, muitos deles do século XVIII e XIX.

Eduardo já se deparou com restaurações em que a recuperação era possível, mas o biombo não tinha mais condições de se manter em pé. Nesse tipo de caso, o biombo foi restaurado por ele e posto dentro de uma caixa especialmente feita para pendurá-lo como se fosse um quadro.

 

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Biombo de laca de meados do seculo XIX. Em processo de restauração

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Biombo de laca de meados do seculo XIX. Em processo de restauração

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Biombo de laca de meados do seculo XIX. Em processo de restauração

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Biombo de laca de meados do seculo XIX. Em processo de restauração

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Biombo de laca de meados do seculo XIX. Em processo de restauração

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Presa de elefante da primeira metade do seculo XX. Em processo de restauração

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Presa de elefante da primeira metade do seculo XX. Em processo de restauração

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Presa de elefante da primeira metade do seculo XX. Em processo de restauração

 

Eduardo Molinero, São Paulo-SP, 55-11-99953-4832