A Central Caos é um bar-antiquário de São Paulo onde podem ser encontrados itens de colecionismo, peças únicas e inusitadas, e muitas curiosidades. Ela foi fundada por José Tibiriça Martins, mais conhecido como Tibira, e Cadu Paz.

 

Tibira e o colecionismo

Tibira teve sua infância marcada por robôs japoneses, bicicletas importadas, e carros e armas espaciais. Sua família não era rica, mas seu pai tinha facilidade para comprar brinquedos pois trabalhava na Zona Franca de Manaus. Tibira cuidava deles com extremo cuidado e aos 13 anos decidiu guardá-los em caixas que seriam colocadas na garagem de sua casa.

Algum tempo depois, sua avó descobriu as caixas e sem saber da importância deles, doou quase todos os brinquedos sem falar com Tibira. Sua mãe soube, mas não teve coragem de lhe contar. Ele descobriu o que havia acontecido no dia em que não encontrou as caixas. Apenas alguns carros Matchbox haviam sobrado. Alguns anos depois, já no início da década de 1970, Tibira começou a refazer sua coleção assim que começou a trabalhar.

Em 1989, Tibira abriu o brechó Rugas de Garbo, especializado na venda de roupas usadas de estilo, muitas delas importadas como ternos Giorgio Armani. Seu nome fazia referência a belíssima atriz, mas já idosa, Greta Garbo. Segundo Tibira, era “cool” andar com esse tipo de roupa no final da década de 1980. Seu público era composto desde bandas de rock a apreciadores de New Wave e Punk.

Em paralelo ao brechó, Tibira trabalhava em casas de rock na noite paulistana. Foi um pouco antes da abertura do Rugas de Garbo que ele adquiriu seu primeiro carro antigo, um Fusca 1962. Ele também seguiu comprando peças para suas coleções, que além de brinquedos, já envolviam design e mobiliário dos anos 1950 e 1960.

 

Tibira começa a trabalhar com o aluguel de itens de sua coleção

Com o crescimento das coleções, sua esposa começou a reclamar que a casa estava ficando cheia. Foi quando uma amiga do casal sugeriu a Tibira que alugasse as peças para produtoras. Assim, em 1994, ele começou a trabalhar com a locação de suas coleções, passando, inclusive, a buscar carros, motos e bicicletas antigas para fazer o mesmo.

 

The Sixties, o primeiro antiquário

Foi em 1999 que Tibira abriu o antiquário The Sixties, dedicado exclusivamente a itens da década de 1960 como mobiliário, eletrônicos e brinquedos. Foi também nessa época que ele começou a fazer as feiras de antiguidades do Bixiga e da Benedito Calixto. A origem do fascínio pela década de 1960 se explica pelos Beatles e Rolling Stones; Roberto Carlos e a Jovem Guarda; a revolução no design automobilístico causada pelos muscles cars americanos; o início da produção do Dodge Dart no Brasil; a visão de futuro de 2001, a Space Odissey; a inovação dos móveis feitos em fibra e acrílico; os móveis em bolha. Em 2003, aproveitando sua experiência com a noite paulistana, Tibira transformou o The Sixties em bar-antiquário. De dia, antiquário. A noite, bar.

 

O Vegas Club

Dois anos depois, Tibira encerrou o The Sixties, guardou todo o seu acervo e passou a se dedicar ao seu novo projeto: o Vegas Club. Localizado na Rua Augusta, o Vegas foi um nightclub que marcou a história recente da noite paulistana. Apesar do Vegas não ter sido um bar-antiquário, Tibira não se afastou de suas coleções e seguiu trabalhando com a locação de seus itens.

 

O bar-antiquário Caos e o programa no History Channel

Antes do fim do Vegas, em 2012, Tibira abriu o Caos em sociedade com Carrô Schamall. O bar-antiquário, também localizado na Rua Augusta, era inspirado nos antiquários de San Telmo em Buenos Aires, na Feira da Ladra em Lisboa e nos brechós de Amsterdan. Como o próprio nome diz, o lugar era propositalmente caótico, com quatro mil itens concentrados em apenas 100 m2. Pouco depois de sua abertura, Tibira e Carrô foram procurados por uma produtora que queria fazer um programa de um casal que trabalhasse com coisas antigas em um lugar tipicamente paulistano e caótico. Assim nasceu o Caos, programa que teve 20 episódios veiculados no History Channel entre 2012 e 2013.

 

O Caos cede lugar à Central Caos

Em 2016, o Caos cedeu lugar a Central Caos. O novo bar-antiquário saiu da Rua Augusta e foi para o Campos Elíseos. O local era uma velha oficina mecânica que guarda muitas de suas características originais, como o desgastado piso. Em um espaço de 240 m2, o acervo foi organizado por setores. E justamente por causa da organização, o nome passou de Caos para Central Caos. Segundo Tibira, no local são encontrados itens de colecionismo, peças únicas e inusitadas, e muitas curiosidades. Na Central Caos, podem ser encontrados itens variados como uma luminária italiana dos anos 1920 ou uma de bronze dos anos 1930; um guarda roupa em Art Deco dos anos 1940; uma estatueta dos anos 1950; uma luminária de medicina dos anos 1960, uma jukebox de 1967 ou uma cadeira bubble de 1968 do designer Eero Aarnio; peças de taxidermia dos anos 1970 ou um Pinball de 1972.

 

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Central Caos

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