Domingos Avallone é um dos principais restauradores de carros de fibra de vidro do Brasil.

 

Domingos e sua relação com os carros

Domingos é apaixonado por carros desde os 10 anos de idade. Seu primeiro carro foi um DKV Vemaguet 1967. Em 1971, sofreu um acidente em uma Corrida de Marcas e Pilotos no Autódromo de Interlagos. Ficou em coma por dois dias e de cama por um ano e meio. Recuperado, comprou um Simca Tufão 1965. Como o veículo não estava em bom estado, Domingos teve que reformá-lo, e para isso conheceu as oficinas de São Paulo.

 

O primeiro Puma

Domingos se formou em Engenharia Mecânica Operacional e fez um ano de Engenharia Civil. Em 1974, aos vinte anos, comprou o que seria uma de suas marcas registradas: um Puma GTE. E não parou mais. Pagava o consórcio para comprar um novo Puma, sempre dando o anterior como entrada. Inquieto e minucioso, cuidava dos seus carros nos mínimos detalhes. Desmontava e montava partes. Tirava as rodas para limpar os para-lamas. Ajustava os motores.

 

A concepção de uma oficina que realizasse todos os serviços

Em 1979, tornou-se sócio de uma auto elétrica. Em 1980, de uma oficina mecânica. Mesmo sendo sócio de duas oficinas, pensava em ter uma oficina que centralizasse todos os serviços que na época eram feitos por diversas oficinas: funilaria, pintura, mecânica, tapeçaria, elétrica e vidraçaria.

 

1984, um ano especial

Em 1984, Domingos tinha um Bel Air 1953 e um Puma GTC 1984. Foi a necessidade de restaurar o Bel Air que fez com que Domingos amadurecesse o projeto da oficina idealizada por ele. Nesse ponto entrou o destino. Domingos soube que uma oficina estava a venda. E não era uma oficina qualquer. Era justamente uma oficina especializada em funilaria e pintura de carros de fibra de vidro.

Domingos comprou a oficina, e em trinta dias, a adaptou para que oferecesse de forma centralizada todos os serviços. Um grande diferencial para a época.

Foi também em 1984 que Domingos conheceu Milton Masteguin, um dos fundadores da Puma, e que criou posteriormente a Chamonix, empresa especializada na fabricação e exportação de réplicas Porsche.

 

O trabalho de Domingos se torna referência

Com o tempo, Domingos se tornou referência. A oficina conquistou clientes no Brasil inteiro. Carros como o Puma, MP Lafer, Gurgel, Miura, Adamo, Glaspac, Santa Matilde e Malzone, passaram pelas mãos da equipe de Domingos Avallone. Considerando os raríssimos GT Malzone, produção estimada de apenas 35 unidades, quase todos foram restaurados por Domingos.

É importante ressaltar que além da restauração de carros de fibra de vidro, Domingos também faz a restauração de carros de chapa de aço. Mas como ele próprio ressalta, o processo de restauração de funilaria e pintura de um carro de fibra de vidro é muito mais complexo que o processo de restauração de um carro de chapa de aço.

 

Domingos-Avallone-restauração-de-carros-de-fibra-de-vidro-5

Foto 1

Domingos-Avallone-restauração-de-carros-de-fibra-de-vidro-2

Foto 2

Domingos-Avallone-restauração-de-carros-de-fibra-de-vidro-3

Foto 3

Domingos-Avallone-restauração-de-carros-de-fibra-de-vidro-4

Foto 4

Domingos-Avallone-restauração-de-carros-de-fibra-de-vidro-6

Foto 5

Domingos-Avallone-restauração-de-carros-de-fibra-de-vidro-7

Foto 6

 

Fotos 1, 2, 3, 4, 5 e 6 – Fase final de montagem e acabamento de um Puma GTB S1 1976.

Na foto principal desse artigo, Domingos Avallone está acompanhado por um Puma GTE 1969 (vermelho); um Puma GTS 1971 (verde), o primeiro Puma conversível; um Puma GTE 1980 (champagnhe) e um Puma GTS 1980 (verde) conversível.

 

Domingos Avallone, 55-11-99967-9571.