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Jean-Marc Laroche

Jean-Marc nasceu na França. Aos 10 anos ele já mostrava duas características que o acompanhariam por sua vida: a imaginação e a aptidão para trabalhar com as mãos. Na adolescência, era fascinado pelos quadrinhos “Aventuras de Tintin” de Hergé e pelas ilustrações de Phillipe Druillet na revista francesa Pilote. Tornou-se leitor da revista Métal Hurlant, fundada no final de 1974 por Druillet e Moebius, entre outros. Passou também a admirar o trabalho do suíço H. R. Giger, responsável pela concepção da criatura do filme “Alien” de 1979, dirigido por Ridley Scott. No cinema, os filmes que mais lhe marcaram além de “Alien” foram “2001: A Space Odissey” de Stanley Kubrick; “Night of the Living Dead” de George Romero, e “Metropolis” de Fritz Lang.

 

Autoditada, sua cultura foi formada pelas viagens. Seu trabalho tinha como único objetivo permiti-lo viajar. Naquela fase, sua necessidade de trabalhar com as mãos era utilizada para elaboração de peças artesanais. Quando seu trabalho artesanal lhe permitiu independência, deixou a empresa na qual trabalhava.

 

A primeira vez no Brasil

Em 1986, Jean-Marc visitou o Brasil pela primeira vez. Foi nessa viagem que ele conheceu a carioca Vilma, com quem ele compartilha suas paixões até hoje.

 

A criação de facas

De 1990 a 2002, Jean-Marc se dedicou a criação de facas. Em 1992, ele teve a oportunidade de conhecer pessoalmente Druillet. Juntos, eles fizeram três modelos especiais de facas: “The Druillet Blade”, “Shaman” e “Samouraï”. Eles também fizeram uma única peça da ampulheta “Le Guerrier des Sables” que foi presenteada por Druillet ao seu amigo Jacques Attali, o maior colecionador de ampulhetas do mundo.

 

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Jean-Marc e Druillet com a “Samouraï”

 

Marcadas pela originalidade e pelos prêmios recebidos, as facas de Jean-Marc estão em destacadas coleções pelo mundo, como a do brasileiro Ricardo Brennand, com o qual criou uma forte amizade que perdura até hoje. No Instituto Ricardo Brennand em Recife, existe uma sala exclusiva para as obras feitas por Jean-Marc.

 

O sucesso também fez com que um fabricante chinês copiasse e produzisse, sem autorização, seis modelos de suas facas.

 

Mecanismos Humanos e Dança Macabra

No começo dos anos 2000, Jean-Marc passou a se dedicar a um trabalho artístico mais criativo, em dimensões maiores, voltado para dois temas: os “Mecanismos Humanos” (“Human Mechanics”) e a “Dança Macabra” (“Danse Macabre”). A idéia dos dois temas é entender como a vida é preciosa enquanto pensamos na morte.

 

Segundo Jean-Marc, as obras de “Mecanismos Humanos” parecem “de outro tempo, como se estivessem emergindo da imaginação de Jules Verne, ou de um visionário do final do Século XIX”. Como seguimento do seu trabalho da “Dança Macabra”, Jean-Marc criou “A Passageira” (“La Passagère”). Trata-se da escultura de esqueleto que ele leva como passageira em sua moto enquanto circula pelas ruas de Paris com o objetivo de chamar a atenção com uma original performance artística.

 

Os Objetos Fantásticos

Em paralelo, Jean-Marc também produziu o que ele chama de objetos fantásticos. Nesse conjunto estão as ampulhetas, obras eróticas, luminárias, sobre-capas de livros, caixas secretas e até máquinas de tatuagem.

 

O trabalho de Jean Marc segundo Guillermo Del Toro

Um dos admiradores do trabalho de Jean-Marc é o cineasta e escritor mexicano Guillermo Del Toro:

 

“I discovered the work of Jean-Marc Laroche in 1994, when I received one of his fascinating sculptures as a trophy for my first Film, CRONOS. His work has continuously evolved enormously, mastering a great variety of materials and sculpture techniques. His work is a unique and powerful synthesis of life, death, and raw power. I am in awe!”

 

Jean-Marc já expôs em Paris, Bruxelas e Nova York e possui obras em museus na França, Holanda e Brasil.

 

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Vanité, 2009 – Tamanho natural, Resina

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Kamasutra, 2010 – Miniaturas em prata, 15,24 cm

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Dança Macabra – Caixa Musical, 33,02 cm x 27,94 cm

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Vênus, 2008 – Bronze, 180 cm

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Mecanismos Humanos nº 2, 2007 – Resina e Aço, 170 cm

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Cabeça Relicária, 2005 – Bronze, 43,18 cm

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Faca Viva, 2014 – Bronze e Aço Damasco, 63,5 cm

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Cobra – Bronze e Aço Damasco, 30,48 cm

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Pterodátilo, 2003 – Bronze e Aço Damasco, 27,94 cm

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Necronomicon, 1995 – Resina, 25,4 cm x 27,94 cm

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Máquina de Tatuagem, 1992

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Caixa Secreta, 2003 – 45,72 cm x 30,48 cm x 20,32 cm

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Jean-Marc e “A Passageira” (“La Passagère”)

 

 

Jean-Marc Laroche
http://www.jmlaroche.com/
E-mail: jmglaroche@orange.fr

 

 


JEAN-MARC LAROCHE: AN ARTIST OF THE FANTASTIC

 

Jean-Mar Laroche

Jean-Marc was born in France. At age 10, he already had two characteristics that would accompany him for his life: imagination and the ability to work with his hands. As a teenager, he was fascinated by Hergé’s “Adventures of Tintin” and Phillipe Druillet’s illustrations in the French magazine Pilote. He became a reader of the magazine Métal Hurlant, founded at the end of 1974 by Druillet and Moebius, among others. He also admired the work of the Swiss H. R. Giger, responsible for the conception of the creature of the 1979 film “Alien” directed by Ridley Scott. In the cinema, besides “Alien”, he admired “2001: A Space Odissey” by Stanley Kubrick; “Night of the Living Dead” by George Romero, and “Metropolis” by Fritz Lang.

 

Self-taught, his culture was formed by his trips. His work had only one purpose: allow him to travel. At that moment, his need to work with his hands was used to make handmade pieces. When his craftsmanship allowed his independence, he left his job in a financial company.

 

The first time in Brazil

In 1986, Jean-Marc visited Brazil for the first time. On this trip, he met the carioca Vilma, with whom he shares his passions to this day.

 

The creation of knives

From 1990 to 2002, Jean-Marc dedicated himself to creating knives. In 1992, he had the opportunity to personally meet Druillet. Together, they made three special knife models: “The Druillet Blade”, “Shaman” and “Samouraï”. They also made a single piece of the hourglass “Le Guerrier des Sables” which was presented by Druillet to his friend Jacques Attali, the world’s largest hourglass collector.

 

Marked by the originality and the awards received, Jean-Marc’s knives are in outstanding collections around the world, such as the Brazilian Ricardo Brennand, with whom he created a strong friendship that lasts until today. At the Ricardo Brennand Institute in Recife, there is an exclusive room for works by Jean-Marc.

 

The success also caused a Chinese manufacturer to copy and produce, without authorization, six models of their knives.

 

Human Mechanisms and Dance Macabre

At the beginning of the 2000s Jean-Marc began to dedicate himself to a more creative work in larger dimensions, focused on two themes: “Human Mechanisms” and “Macabre Dance” (“Danse Macabre”). The idea of ​​the two themes is to understand how precious life is while thinking about death.

 

According to Jean-Marc, the works of “Human Mechanisms” seem “from another time, as if they were emerging from the imagination of Jules Verne, or a visionary of the late nineteenth century.” As a follow-up to his “Macabre Dance” work, Jean-Marc created “The Passenger” (“La Passagère”). It is the skeleton sculpture that he takes as a passenger on his motorcycle while circulating through the streets of Paris with the aim of drawing attention with an original artistic performance.

 

The Fantastic Objects

In parallel, Jean-Marc also produced what he calls fantastic objects. In this set are hourglasses, erotic works, lamps, book covers, secret boxes and even tattoo machines.

 

The work of Jean Marc according to Guillermo Del Toro

One of the admirers of Jean-Marc’s work is the mexican filmmaker and writer Guillermo Del Toro:

 

“I discovered the work of Jean-Marc Laroche in 1994, when I received one of his fascinating sculptures as a trophy for my first Film, CHRONOS. His work has continuously evolved enormously, mastering a great variety of materials and sculpture techniques. His work is a unique and powerful synthesis of life, death, and raw power. I am in awe! “

 

Jean-Marc has exhibited in Paris, Brussels and New York and has works in museums in France, Holland and Brazil.

 

 

Jean-Marc Laroche
http://www.jmlaroche.com/
E-mail: jmglaroche@orange.fr