A Fundação Edson Queiroz promoveu no Espaço Cultural da Universidade de Fortaleza a exposição Coleção Airton Queiroz. A curadoria foi de Fábio Magalhães, José Roberto Teixeira e Max Perlingeiro. A exposição esteve aberta de Junho de 2016 a Julho de 2017 e era composta por 254 obras de 115 artistas divididas em 5 partes: Do Brasil Holandês a República, Modernismo, Abstração, Contemporâneo e Presença Estrangeira.

 

ENGLISH VERSION

 

A importância da exposição Coleção Airton Queiroz

A importância da exposição foi traduzida pelo curador Max Perlingeiro:

“A exposição é de grande importância, em primeiro lugar, porque o colecionador é cearense. E poderia ser feita em qualquer parte do mundo porque tem uma representatividade da arte brasileira muito grande. E não é uma coleção curada. Não houve um personagem que orientasse o colecionador a adquirir as suas obras. Foi o olhar estético dele. O que é mais emocionante é que ele está sendo generoso ao compartilhar com um público anônimo a sua coleção. Você sabe quando essas obras vão ser vistas novamente? Nunca. Essa oportunidade é única. Uma exposição como essa geralmente é formada, por exemplo, por um museu que quer fazer um panorama da arte brasileira. Ele vai buscar as obras em diversas coleções pelo país, em vários museus, coleções particulares em diversos estados. Aqui, são todas de uma única casa. É extraordinário”.

 

A formação da coleção de Airton Queiroz

A história da formação de um acervo particular tão magnifíco é contada pelo senhor Airton Queiroz no catálogo da exposição:

“Cerca de 50 anos atrás, iniciamos uma coleção de pinturas e objetos de arte decorativa despretesiosamente. No início e durante sua formação, contei com o olhar estético de Celina, minha mulher; hoje, sigo o apoio de Patrícia e Edson, meus filhos. Durante todo esse tempo de criação do acervo, nossa família criou fortes laços com obras de arte.

Desenvolvemos e aprimoramos o gosto pela arte a partir dos primeiros ensinamentos de nossa mãe, que nos levava a mim e a meus irmãos, ainda muito jovens, para conhecer os museus da Europa. Focar  na arte brasileira foi nossa opção para começar a reunir obras significativas. O amor e a determinação permearam a escolha dos artistas. Com a passagem do tempo, nosso gosto evoluiu, e resolvemos ampliar os nossos horizontes.

Em determinado momento do percurso, constatamos que tínhamos conseguido formar uma coleção consistente que vinha do Século XVII aos Século XXI e um pequeno núcleo de artistas estrangeiros, europeus e latino-americanos. Ela relfetia, além do nosso gosto pessoal, a certeza de que todas as obras foram escolhidas e adquiridas – cada uma delas – por nós.

Ao entregar ao público mais esta oportunidade de ir além dos olhos, agradecemos a todos os profissionais que tornaram possível tal mostra e, hoje, se confundem, e muito, com as nossas vidas. A exposição que ora apresentamos neste espaço, que já abrigou importantes mostras de artistas brasileiros e estrangeiros, sucessos de público e crítica, foi organizada conforme critérios de natureza didática, propondo uma visão clara e resumida de nossa história de arte.”

 

A dimensão da Exposição Coleção Airton Queiroz

Para que se tenha uma ideia da dimensão da exposição, segue a relação dos 115 artistas que a compõe:

Século XVII

Albert Eckhout e Frans Janszonn Post;

Século XVIII

Aleijadinho (Antonio Francisco Lisboa);

Século XIX

Antônio Parreiras, Belmiro Barbosa de Almeida, Benedito Calixto, Domingo Garcia y Vázquez, Eliseu d’Angelo Visonti, Giovanni Battista Castagneto, Gustavo Dall’Ara, Henri-Nicolas Vinet, Henrique Bernardelli, Hipólito Boaventura Caron, Jean-Baptiste Debret, João Batista da Costa, Johann Georg Grimm, Johann Moritz Rugendas, Nicolao Antonio Facchinetti, Nicolas-Antonie Taunay, Oscar Pereira da Silva, Pedro Américo, Pedro Weingärtner, Raimundo Cela, Rodolfo Amoedo, Rodolfo Bernardelli e Victor Meirelles de Lima;

Modernismo

Alberto da Veiga Guinard, Aldo Bonadei, Alfredo Ceschiatti, Aldredo Volpi, Anita Malfatti, Antônio Gomide, Bruno Giorgi, Candido Portinari, Cícero Dias, Djanira da Mota e Silva, Emiliano Di Cavalcanti, Ernesto Di Fiori, Flávio de Carvalho, Iberê Camargo, Ismael Nery, José Pancetti, Lasar Segal, Maria Martins, Milton Dacosta, Rubem Valentim, Tarsilia do Amaral, Vicente do Regô Monteiro e Victor Brecheret;

Abstração

Atelier Abstração – Samson Flexor;

Grupo Ruptura e concretismo – Geraldo de Barros, Hermelindo Fiaminghi, Judith Lauand, Lothar Charoux, Luiz Sacilotto e Waldemar Cordeiro;

Grupo Frente e neoconcretismo – Amilcar de Castro, Franz Waissmann, Helio Oiticica, Ivan Ferreira Serpa, Lygia Clarck, Lygia Pape e Willys de Castro;

Abstração informal – Antonio Bandeira, Manabu Mabe e Tomie Ohtake;

Arte cinética – Abrahan Palatnik e Sérvulo Esmeraldo;

Artistas Geométricos e não vinculados a grupos – Antonio Maluf, Joaquim Tenreiro, Maria Leontina, Mira Schendel, Sergio Camargo e Ubi Bava;

Arte Contemporânea

Adriana Varejão, Ana Holck, Anna Maria Maiolino, Antonio Dias, Beatriz Milhazes, Delson Uchôa, Efrain Almeida, Gonçalo Ivo, Gustavo Rezende, Henrique Oliveira, Jaildo Marinho, Jorge Guinle, José Leonilson Bezerra Dias, Leda Catunda, Marçal Athayde, Tunga e Vik Muniz;

Presença Estrangeira

Bernard Buffet, Carmelo Arden Quin, Claude Monet, Diego Rivera, Fernand Léger, Fernando Botero, François Morellet, Henri Matisse, Henry Moore, Joan Miró, Joaquín Torres-García, Léon Ferrari, Marc Chagall, Maria Helena Vieira da Silva, Marie Laurencin, Maurice Utrillo, Maurice de Vlaminck, Max Ernst, Miquel Barceló, Omar Rayo, Peter Paul Rubens, Pierre-Auguste Renoir, Raoul Dufy e Salvador Dalí.

 

reliquiano-exposicao-colecao-airton-queiroz-arte-pinturas-quadros-esculturas-abstracao-arte-moderna-arte-contemporanea-fundacao-edson-queiroz-espaco-cultural-da-universidade-de-fortaleza

Anita Malfatti: Mulher de cabelo verde, 1915 – 1916

reliquiano-exposicao-colecao-airton-queiroz-arte-pinturas-quadros-esculturas-abstracao-arte-moderna-arte-contemporanea-fundacao-edson-queiroz-espaco-cultural-da-universidade-de-fortaleza

Rubens: Cabeça Masculina, 1615

reliquiano-exposicao-colecao-airton-queiroz-arte-pinturas-quadros-esculturas-abstracao-arte-moderna-arte-contemporanea-fundacao-edson-queiroz-espaco-cultural-da-universidade-de-fortaleza

Dufy: L’estacade

reliquiano-exposicao-colecao-airton-queiroz-arte-pinturas-quadros-esculturas-abstracao-arte-moderna-arte-contemporanea-fundacao-edson-queiroz-espaco-cultural-da-universidade-de-fortaleza

Aleijadinho: Santo Bispo

reliquiano-exposicao-colecao-airton-queiroz-arte-pinturas-quadros-esculturas-abstracao-arte-moderna-arte-contemporanea-fundacao-edson-queiroz-espaco-cultural-da-universidade-de-fortaleza

Portinari: As amigas, 1938; Meninas, 1940, Vaqueiro do Nordeste, 1943, Cangaceiro, 1944

reliquiano-exposicao-colecao-airton-queiroz-arte-pinturas-quadros-esculturas-abstracao-arte-moderna-arte-contemporanea-fundacao-edson-queiroz-espaco-cultural-da-universidade-de-fortaleza

Fernando Botero: Mulher sentada, 2006

reliquiano-exposicao-colecao-airton-queiroz-arte-pinturas-quadros-esculturas-abstracao-arte-moderna-arte-contemporanea-fundacao-edson-queiroz-espaco-cultural-da-universidade-de-fortaleza

Arte Contemporânea com destaque para Beatriz Milhazes (Moreno, 2005) e Henrique Oliveira (sem título, 2009)

reliquiano-exposicao-colecao-airton-queiroz-arte-pinturas-quadros-esculturas-abstracao-arte-moderna-arte-contemporanea-fundacao-edson-queiroz-espaco-cultural-da-universidade-de-fortaleza

Quadro de Jorge Guinle (sem título) e escultura de Marçal Athayde

 

 

As exposições realizadas pela Fundação Edson Queiroz

Nos últimos anos a Fundação Edson Queiroz promoveu uma série de exposições no Espaço Cultural Unifor. Puderam ser vistas obras de artistas cearenses, brasileiros e estrangeiros. Também foram montadas três exposições com obras do próprio acervo da Fundação, sendo uma delas em conjunto com obras do acervo da Coleção Roberto Marinho.

 

Exposições de artistas cearenses

Raimundo Cela (Set/2004); A História do Ceará em obras sacras e decorativas (Mai/2006); Antônio Bandeira (Out/2008); Diário de Bordo: uma viagem com Leonilson, José Leonilson Bezerra Dias (Fev/2009); Vinte aos Pedaços, Francisco de Almeida (Abr/2010); Rio das Pedras, Antônio Rabelo (Ago/2010); Presságios, Bruno Pedrosa (Out/2011); Tramando Mundos, Luiz Hermano (Fev/2012); Pulsações, Rodrigo Frota (Ago/2012); Leonilson: arquivo e memória vivos, José Leonilson Bezerra Dias (Mar/2017) e Vacas Magras, Márcia Pinheiro (Jan/2017).

Exposições de artistas brasileiros e estrangeiros

Mirabolante Miró (Dez/2006); Rembrandt e a Arte da Gravura (Mar/2007); Rubens, o gênio do barroco e sua obra gráfica (Abr/2008); Edward S. Curtis: Legado Sagrado (Nov/2009); Vik Muniz (Abr/2010); Burle Marx (Set/2010); Coleção Brasiliana Itaú (Fev/2011); Otto Cavalcanti (Mai/2011); Tesouros e Simbolismos da Colômbia Pré-Hispânica (Jul/2011); Harcourt, Escultor de Luz (Ago/2012); Guerra e Paz, Candido Portinari (Out/2012); O Egito sob o olhar de Napoleão (Out/2012); Narrativas Poéticas (Out/2014); Coleção de Motivos, Beatriz Milhazes (Fev/2015); Pele do Tempo, Adriana Varejão (Ago/2015) e Estrutura Corpo Cor, Hélio Oiticica (Jan/2016).

Exposições de obras do próprio acervo da Fundação Edson Queiroz

Acervo da Fundação Edson Queiroz (Out/2012); Arte Brasileira na Coleção Fundação Edson Queiroz (Mar/2013) e Abstrações – Coleção Fundação Edson Queiroz e Coleção Roberto Marinho (Jul/2014).

A exposição Abstrações foi composta por 107 obras da Fundação Edson Queiroz e por 62 obras da Coleção Roberto Marinho.

 

O acervo da Fundação Edson Queiroz comparado a outras Universidades

Tendo como referência outras universidades, o acervo da Fundação Edson Queiroz é superado apenas pelo Museu D. João VI da UFRJ e pelo Museu de Arte Contemporânea da USP, ambas universidades públicas. Considerando apenas as universidades privadas, a Fundação Edson Queiroz possui o maior acervo de artes visuais do Brasil.

 

Os Acervos Especiais da Biblioteca Unifor

A biblioteca da Unifor possui um segmento para obras raras chamado Acervos Especiais. Seu ponto de partida foi a compra da Biblioteca Francisco Matarazzo Sobrinho. Atualmente o acervo possui mais de 7 mil livros, sendo composto por livros de artes, literatura, biografias, história do Brasil, geografia, direito, filosofia e psicologia. Existe uma atenção especial com as obras que tratam da história do Ceará (história, geografia, literatura, artes, fotografias).

Entre as obras que mais se destacam estão: “DANTE con l´espositioni di Christoforo Landino” (1578); “Geschichte in Brasilien” de Gaspar Barleus (1659); “Castrioto Lusitano” de Raphael de Jesus (1679); a primeira edição da “Opere Varie di Architettura”, de Giovanni-Batista Piranesi (1750) que traz a série completa de gravuras dos cáceres de Roma; a primeira edição da “Malerische Reise in Brasilien” do ilustrador alemão Moritz Rugendas (1835) composta por 100 litografias que retratam características físicas, hábitos e costumes da população brasileira; “Le vite de’ più eccellenti pittori, scultori e architettori” de Giorgio Vasari; a coleção completa “Sociedade dos Cem Bibliófilos” composta por 23 volumes, e o álbum “Miserere” composto por 58 litografias de Georges Rouault.

Outros destaques são as publicações do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro de 1840 a 1964; o Arquivo da História do Ceará organizado por Thomaz Pompeu Gomes de Matos, e a Biblioteca Francisco Pati, escritor, advogado e conselheiro da Bienal Internacional de São Paulo.

 

 

Referências:

Magalhães, Fábio. Coleção Airton Queiroz/ Fábio Magalhães, José Roberto Teixeira Leite; organização Camila Perlingeiro. 1ª Edição. Rio de Janeiro: Edições Pinakotheke, 2016. 443 páginas.

Espaço Cultural Unifor

 

 


THE EXHIBITION AIRTON QUEIROZ COLLECTION

The Edson Queiroz Foundation promoted the Exhibition Airton Queiroz Collection at the Cultural Space of the University of Fortaleza. The curatorship was by Fábio Magalhães, José Roberto Teixeira and Max Perlingueiro. The exhibition was hosted from June 2016 to July 2017 and was composed of 254 works by 115 artistas divided into 5 parts: From Dutch Brazil to Republic, Modernism, Abstraction, Contemporary Art and Foreign Presence.

 

 

The importance of the exhibition Airton Queiroz Collection

The importance of the exhibition was translated by one of its curators, Max Perlingeiro:

“The exhibition is of great importance, firstly because the collector is from Ceará. And it could be done anywhere in the world because it has a very large representation of Brazilian art. And it is not a cured collection. There was nobody who would guide the collector to acquire his works. It was his aesthetic look. What’s more exciting is that he’s being generous sharing his collection with anonymous audiences. Do you know when these works will be seen again? Never. This opportunity is unique. This kind of exhibiton is usually done by, for example, a museum that wants to make a panorama of Brazilian art. The museum will seek the works in several collections around the country, in several museums, private collections in several states. Here, they are all from one house. It’s extraordinary. “

 

The formation of the Airton Queiroz collection

The history of a so magnificent private collection is told by Mr. Airton Queiroz in the catalog of the exhibition:

“About 50 years ago, we began a collection of paintings and objects of decorative art unpretentiously. At the beginning and during his compilation, I counted on the aesthetic look of Celina, my wife; Today, I follow the support of Patricia and Edson, my children. Throughout this time of creation of the collection, our family has created strong ties with works of art.

My brothers and I developed and improved our taste for art from the early teachings of our mother, who took us to the museums of Europe. Focusing on Brazilian art was our option to begin to gather significant works. Love and determination permeated the choice of artists. Throughout time, our taste has improved, and we have decided to broaden our horizons.

At some point along the way, we found out that we compiled a substancial collection from the 17th Century to the 21st Century and a small nucleus of European and Latin American artists. The collection was the result of our personal tastes and each piece of work was definitely chosen and acquired by us.

By giving the public more opportunity to go beyond what eyes can see, we thank all the people who made this exhibiton possible, and today, they are part of our lives. The exhibition that we present here in this space, which has already hosted important exhibitions of Brazilian and foreign artists, sucess among public and critics, was organized according to didactic criteria, proposing a clear and brief vision of our art history. “

 

The dimension of the Airton Queiroz Collection Exhibition

To get an idea of ​​the dimension of the exhibition, follow the list of the 115 artists that compose it:

 

17th century

Albert Eckhout e Frans Janszonn Post;

18th century

Aleijadinho (Antonio Francisco Lisboa);

19th century

Antônio Parreiras, Belmiro Barbosa de Almeida, Benedito Calixto, Domingo Garcia y Vázquez, Eliseu d’Angelo Visonti, Giovanni Battista Castagneto, Gustavo Dall’Ara, Henri-Nicolas Vinet, Henrique Bernardelli, Hipólito Boaventura Caron, Jean-Baptiste Debret, João Batista da Costa, Johann Georg Grimm, Johann Moritz Rugendas, Nicolao Antonio Facchinetti, Nicolas-Antonie Taunay, Oscar Pereira da Silva, Pedro Américo, Pedro Weingärtner, Raimundo Cela, Rodolfo Amoedo, Rodolfo Bernardelli e Victor Meirelles de Lima;

Modernism

Alberto da Veiga Guinard, Aldo Bonadei, Alfredo Ceschiatti, Aldredo Volpi, Anita Malfatti, Antônio Gomide, Bruno Giorgi, Candido Portinari, Cícero Dias, Djanira da Mota e Silva, Emiliano Di Cavalcanti, Ernesto Di Fiori, Flávio de Carvalho, Iberê Camargo, Ismael Nery, José Pancetti, Lasar Segal, Maria Martins, Milton Dacosta, Rubem Valentim, Tarsilia do Amaral, Vicente do Regô Monteiro e Victor Brecheret;

Abstration

Atelier Abstração – Samson Flexor;

Grupo Ruptura e concretismo – Geraldo de Barros, Hermelindo Fiaminghi, Judith Lauand, Lothar Charoux, Luiz Sacilotto e Waldemar Cordeiro;

Grupo Frente e neoconcretismo – Amilcar de Castro, Franz Waissmann, Helio Oiticica, Ivan Ferreira Serpa, Lygia Clarck, Lygia Pape e Willys de Castro;

Abstração informal – Antonio Bandeira, Manabu Mabe e Tomie Ohtake;

Arte cinética – Abrahan Palatnik e Sérvulo Esmeraldo;

Artistas Geométricos e não vinculados a grupos – Antonio Maluf, Joaquim Tenreiro, Maria Leontina, Mira Schendel, Sergio Camargo e Ubi Bava;

Contemporary Art

Adriana Varejão, Ana Holck, Anna Maria Maiolino, Antonio Dias, Beatriz Milhazes, Delson Uchôa, Efrain Almeida, Gonçalo Ivo, Gustavo Rezende, Henrique Oliveira, Jaildo Marinho, Jorge Guinle, José Leonilson Bezerra Dias, Leda Catunda, Marçal Athayde, Tunga e Vik Muniz;

Foreign Presence

Bernard Buffet, Carmelo Arden Quin, Claude Monet, Diego Rivera, Fernand Léger, Fernando Botero, François Morellet, Henri Matisse, Henry Moore, Joan Miró, Joaquín Torres-García, Léon Ferrari, Marc Chagall, Maria Helena Vieira da Silva, Marie Laurencin, Maurice Utrillo, Maurice de Vlaminck, Max Ernst, Miquel Barceló, Omar Rayo, Peter Paul Rubens, Pierre-Auguste Renoir, Raoul Dufy e Salvador Dalí.

 

The exhibitions hosted by the Edson Queiroz Foundation

In recent years, the Edson Queiroz Foundation has promoted a series of exhibitions at Espaço Cultural Unifor. Works by Ceará, Brazilian and foreign artists could be seen. Three exhibitions were also set up with works from the Foundation’s collection, one of them being in conjunction with works from the Roberto Marinho Collection.

 

Ceará Artists Exhibitions

Raimundo Cela (Sep/2004); The History of Ceará in sacred and decorative works (May/2006); Antônio Bandeira (Out/2008); Logbook: a trip with Leonilson, José Leonilson Bezerra Dias (Feb/2009); Twenty to the Pieces, Francisco de Almeida (Apr/2010); Rio das Pedras, Antônio Rabelo (Aug/2010); Ombudsman, Bruno Pedrosa (Oct/2011); Tramando Mundos, Luiz Hermano (Feb/2012); Pulsações, Rodrigo Frota (Aug/2012); Leonilson: living file and memory, José Leonilson Bezerra Dias (Mar/2017) and Cows Magras, Márcia Pinheiro (Jan/2017).

Brazilian and foreign Artists Exhibitions

Mirabolante Miró (Dec/2006); Rembrandt and the Art of Engraving (Mar/2007); Rubens, the genius of the baroque and his graphic work (Apr/2008); Edward S. Curtis: Sacred Legacy (Nov/2009); Vik Muniz (Apr/2010); Burle Marx (Sep/2010); Brasiliana Itaú Collection (Feb/2011); Otto Cavalcanti (May/2011); Treasures and Symbolisms of Pre-Hispanic Colombia (Jul/2011); Harcourt, Sculptor of Light (Aug/2012); War and Peace, Candido Portinari (Oct/2012); Egypt under the eyes of Napoleon (Oct/2012); Poetic Narratives (Oct/2014); Collection of Motives, Beatriz Milhazes (Feb/2015); Pele do Tempo, Adriana Varejão (Aug/2015) and Body Structure Cor, Helio Oiticica (Jan/2016).

Exhibitions of the Edson Queiroz Foundation collection

Edson Queiroz Foundation Collection (Oct/2012); Brazilian Art at the Edson Queiroz Foundation Collection (Mar/2013) and Abstractions – Edson Queiroz Foundation Collection and Roberto Marinho Collection (Jul/2014).

The exhibition Abstrations was composed of 107 works of the Edson Queiroz Foundation and 62 works of the Roberto Marinho Collection.

 

The collection of the Edson Queiroz Foundation compared to other Universities

Regarding the other universities, the collection of the Edson Queiroz Foundation is surpassed only by the Museum D. João VI of UFRJ and by the Museum of Contemporary Art of USP, both public universities. Regarding only the private universities, the Edson Queiroz Foundation has the largest collection of visual arts in Brazil.

 

The Special Collections of the Unifor Library

The Unifor library has a segment for rare books called Special Collections. His starting point was the purchase of the Francisco Matarazzo Sobrinho Library. Currently the collection has more than 7 thousand books, being composed of art books, literature, biographies, history of Brazil, geography, law, philosophy and psychology. There is a special attention with books that deal with the history of Ceará (history, geography, literature, arts, photographs).

Among the books that stand out most are: “DANTE with l’positiono di Christoforo Landino” (1578); “Geschichte in Brasilien” by Gaspar Barleus (1659); “Castrioto Lusitano” by Raphael de Jesus (1679); the first edition of “Opere Varie di Architettura”, by Giovanni-Batista Piranesi (1750), which brings the complete series of engravings of the caceres of Rome; the first edition of the “Malerische Reise in Brasilien” by the German illustrator Moritz Rugendas (1835) composed of 100 lithographs that portray the physical characteristics, habits and customs of the Brazilian population; “Le vite de ‘più eccellenti pittori, scultori e architettori” by Giorgio Vasari; the complete collection “Society of Hundred Bibliophiles” composed of 23 volumes, and the album “Miserere” composed of 58 lithographs of Georges Rouault.

Other highlights are the publications of the Brazilian Historical and Geographical Institute from 1840 to 1964; the History Archive of Ceará organized by Thomaz Pompeu Gomes de Matos, and the Francisco Pati Library, writer, lawyer and advisor of the São Paulo International Biennial.